PRODUTOS BETUMINOSOS
perguntas frequentes

Sobre betumes para estradas

Se um tanque de uma central betuminosa com betume modificado Styrelf® arrefecer até à temperatura ambiente, poderão existir alterações nas características iniciais do produto ou uma separação das fases uma vez conseguido o reaquecimento do produto até à temperatura normal de manuseamento(150º-180ºC)?

Ao tratar-se de um betume modificado por reacção química, o produto não sofreria qualquer tipo de alteração, recuperando as suas características habituais idênticas às que teria antes do arrefecimento.

Pode reduzir-se a espessura de um pavimento se o betume utilizado é um betume de alto módulo modificado tipo BM-1 (Newplast) em vez de um B 10/20, também de alto módulo, mas convencional?

Embora não se verifiquem diferenças no módulo de qualquer das misturas, pois as penetrações dos ligantes são similares, verificamos sim uma grande diferença nas leis de fadiga, a favor, logicamente do betume modificado BM-1.

No entanto, é recomendável a realização do estudo da mistura em laboratório para, uma vez calculado o Módulo Dinâmico e leis de fadiga com um programa tipo ECOROUTE ou similar, comparar o número de eixos equivalentes que o pavimento suportará durante a sua vida útil.

Os betumes de crudes parafínicos poderão dar problemas de deformações plásticas em misturas betuminosas, num clima como o português?

É óbvio que sim, e podemos afirmar que nas refinarias CEPSA não se produzem betumes a partir de crudes parafínicos, ao contrário do que ocorre noutras refinarias.

De uma maneira geral, que espessura deverá ter uma camada de desgaste fechada convencional, fabricada com B 50/70, relativamente a uma outra fabricada com betume modificado?

Uma espessura com betume convencional poderá ser substituída por outra com betume modificado na relação 0,6 da espessura original (5cm passa para 3cm). Lógicamente, que qualquer decisão deste tipo deverá ser sempre autorizada pelo director de obra.

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Sobre emulsões para estradas

Sobre uma estrada fissurada (devido a possuir como base uma camada tipo grava-cimento/solo-cimento ou um betão hidráulico que chegou ao fim da sua vida útil) que tipo de antifissuras se recomenda?
Areia-BM-4 (Styrelf AAF) ou geotextil não tecido de polipropileno impregnado com emulsão modificada de betume modificado tipo Styemul-GT?

As duas soluções são válidas como antifissuras. No entanto, as argamassas tipo areia BM-4, com espessuras máximas de 2cm, são a solução que mais lentamente transmite as fissuras à superfície do pavimento. O geotextil impregnado com emulsão de betume modificado (1,2 Kg/m²) é a solução que mais atrasa o início da fissura, já que a transmissão dessa mesma fissura vai depender do tipo de camada que se projecta para colocar sobre este.

A solução ideal, mas mais dispendiosa, seria um complexo antifissuras composto pelas duas soluções anteriormente citadas. Primeiro coloca-se o geotextil e logo de seguida a areia-BM-4, sobre a qual se coloca a camada de desgaste correspondente.

Pode o tráfego de obra circular sobre um geotextil impregnado com emulsão modificada tipo Styemul GT sem este se enrolar?

Sim. O tráfego de obra não representa problema algum antes da água se evaporar da emulsão. A dotação recomendada de emulsão está compreendida entre 1,0 e 1,2 Kg/m².

Deve ter-se alguma precaução especial ao efectuar tratamentos superficiais com gravilha em pavimentos onde a emulsão utilizada é ECR-3m tipo Styemul-205?

Existem dois aspectos a ter em conta, e onde se deve ter especial cuidado:

  • 1) Aplicação uniforme da emulsão, tanto transversal como longitudinalmente. Recomenda-se a utilização de regadoras com dosificadores controlados automaticamente tipo Rincheval.
  • 2) Os inertes devem ser espalhados imediatamente a seguir à rega com emulsão, para que se misturem. Se esperar muito tempo, a emulsão "rompe" e poderão existir desprendimentos prematuros de gravilha. A distância ideal entre a gravilhadora e a cisterna regadora deverá ser de 10 ou 20 metros.
É possível a conservação de pavimentos drenantes, com misturas com características drenantes?

Actualmente, e graças ao desenvolvimento de emulsões de rotura média modificadas de betume modificado tipo Styemul-CM(ECM-m), fabricam-se misturas semiquentes em centrais a quente convencionais, nas quais se aquece inerte a 80ºC e a emulsão a 40-50ºC.

Esta mistura pode ser armazenada em monte, tal como uma mistura a frio durante alguns dias. A substituição da mistura que tem problemas é realizada como a de qualquer outra: fresa-se o pavimento nas zonas deterioradas e repõe-se com a mistura semiquente.

Esta mistura possui grandes vantagens:

  • Elevada drenabilidade.
  • Bom comportamento no ensaio Cántabro, tal como uma mistura drenante a quente fabricada com BMP (Betume Modificado com Polímeros).
  • A mistura não apresenta risco de arrefecimento. Pode estar no camião durante bastante tempo, sem problemas de aplicação.

As obras realizadas com estes produtos em auto-estradas, apresentam um comportamento bastante satisfatório depois de um ano de serviço.

Existe alguma limitação no que respeita a espessuras para reciclagens a frio com emulsões betuminosas? Será necessário cobrir o reciclado imediatamente com uma mistura a quente?

As espessuras podem variar em função das possibilidades de compactação relativamente aos meios de que se dispõe. No entanto, não se recomenda espessuras inferiores a 8cm nem superiores a 12cm.

Por outro lado, à mistura reciclada deve ser dado um tratamento idêntico ao das misturas a frio densas. Deve esperar-se a evaporação dos fluidos antes de se aplicar a mistura a quente. O tempo mínimo deverá ser duas semanas. Assim, poderá ser necessário proteger o reciclado com uma rega de emulsão, com o intuito de evitar desprendimentos de gravilhas.

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Sobre produtos especiais para pavimentação

Um pavimento formado por uma impregnação de PCN ou Newprimer, duas camadas de Slurry Negro de regularização, 4 Kg/m² no total e duas camadas de Slurry Sintético fino, de 2 Kg/m² no total, aguentaria derrames de dissolventes tipo gasolina, gasóleo, óleos, etc.?

Não. O problema coloca-se quando o dissolvente passa pela camada de Slurry Sintético e chega à camada de Slurry Negro Asfáltico, provocando a sua desagregação, e consequente ruína do pavimento.

No entanto, são admissíveis pequenos derrames que não ultrapassem a camada de Slurry sintético.

Que quantidade de água se poderia misturar com Slurry asfáltico ou sintético de cor, no momento da sua aplicação?

Não é aconselhável adicionar água, nem no caso de se verificar alguma sedimentação. Deve-se sim, homogeneizar o produto dentro da sua bolsa de plástico com os fluidos próprios, mas segregados, até à sua total incorporação.

É necessário impregnação antes de aplicar Juntoplast numa junta de betão?

É aconselhável limpar previamente a junta e impregnar depois com pintura asfáltica.

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