Ao tratar-se de um betume modificado por reacção química, o produto não sofreria qualquer tipo de alteração, recuperando as suas características habituais idênticas às que teria antes do arrefecimento.
Embora não se verifiquem diferenças no módulo de qualquer das misturas, pois as penetrações dos ligantes são similares, verificamos sim uma grande diferença nas leis de fadiga, a favor, logicamente do betume modificado BM-1.
No entanto, é recomendável a realização do estudo da mistura em laboratório para, uma vez calculado o Módulo Dinâmico e leis de fadiga com um programa tipo ECOROUTE ou similar, comparar o número de eixos equivalentes que o pavimento suportará durante a sua vida útil.
É óbvio que sim, e podemos afirmar que nas refinarias CEPSA não se produzem betumes a partir de crudes parafínicos, ao contrário do que ocorre noutras refinarias.
Uma espessura com betume convencional poderá ser substituída por outra com betume modificado na relação 0,6 da espessura original (5cm passa para 3cm). Lógicamente, que qualquer decisão deste tipo deverá ser sempre autorizada pelo director de obra.
As duas soluções são válidas como antifissuras. No entanto, as argamassas tipo areia BM-4, com espessuras máximas de 2cm, são a solução que mais lentamente transmite as fissuras à superfície do pavimento. O geotextil impregnado com emulsão de betume modificado (1,2 Kg/m²) é a solução que mais atrasa o início da fissura, já que a transmissão dessa mesma fissura vai depender do tipo de camada que se projecta para colocar sobre este.
A solução ideal, mas mais dispendiosa, seria um complexo antifissuras composto pelas duas soluções anteriormente citadas. Primeiro coloca-se o geotextil e logo de seguida a areia-BM-4, sobre a qual se coloca a camada de desgaste correspondente.
Sim. O tráfego de obra não representa problema algum antes da água se evaporar da emulsão. A dotação recomendada de emulsão está compreendida entre 1,0 e 1,2 Kg/m².
Existem dois aspectos a ter em conta, e onde se deve ter especial cuidado:
Actualmente, e graças ao desenvolvimento de emulsões de rotura média modificadas de betume modificado tipo Styemul-CM(ECM-m), fabricam-se misturas semiquentes em centrais a quente convencionais, nas quais se aquece inerte a 80ºC e a emulsão a 40-50ºC.
Esta mistura pode ser armazenada em monte, tal como uma mistura a frio durante alguns dias. A substituição da mistura que tem problemas é realizada como a de qualquer outra: fresa-se o pavimento nas zonas deterioradas e repõe-se com a mistura semiquente.
Esta mistura possui grandes vantagens:
As obras realizadas com estes produtos em auto-estradas, apresentam um comportamento bastante satisfatório depois de um ano de serviço.
As espessuras podem variar em função das possibilidades de compactação relativamente aos meios de que se dispõe. No entanto, não se recomenda espessuras inferiores a 8cm nem superiores a 12cm.
Por outro lado, à mistura reciclada deve ser dado um tratamento idêntico ao das misturas a frio densas. Deve esperar-se a evaporação dos fluidos antes de se aplicar a mistura a quente. O tempo mínimo deverá ser duas semanas. Assim, poderá ser necessário proteger o reciclado com uma rega de emulsão, com o intuito de evitar desprendimentos de gravilhas.
Não. O problema coloca-se quando o dissolvente passa pela camada de Slurry Sintético e chega à camada de Slurry Negro Asfáltico, provocando a sua desagregação, e consequente ruína do pavimento.
No entanto, são admissíveis pequenos derrames que não ultrapassem a camada de Slurry sintético.
Não é aconselhável adicionar água, nem no caso de se verificar alguma sedimentação. Deve-se sim, homogeneizar o produto dentro da sua bolsa de plástico com os fluidos próprios, mas segregados, até à sua total incorporação.
É aconselhável limpar previamente a junta e impregnar depois com pintura asfáltica.