GLOSÁRIO

ACEA
ACEA é a Associação de Construtores Europeus de Automóveis. Estabelece os mais modernos níveis de qualidade para os lubrificantes de motores de automóveis, fundamentalmente para veículos europeus. Estes níveis de qualidade substituem os anteriores CCMC. ACEA A1, A2 e A3 para veículos ligeiros de gasolina. ACEA B1, B2 e B3 para veículos ligeiros a diesel. ACEA E1, E2, E3, E4 e E5 para veículos pesados diesel.
ÓLEO LUBRIFICANTE MISTO
Conceito aplicável a lubrificantes de motor de amplo campo de utilização, que asseguram uma adequada lubrificação tanto em veículos ligeiros de gasolina como em veículos ligeiros a diesel.
ÓLEOS MINERAIS
Fabricados com bases lubrificantes obtidas directamente da destilação do petróleo bruto.
ÓLEOS SEMI-SINTÉTICOS
Fabricados com mistura de bases minerais e sintéticas.
ÓLEOS SINTÉTICOS
Fabricados com bases obtidas por transformações químicas complexas ou por síntese.
ADITIVOS
Compostos químicos que se incorporam em pequenas quantidades, aos óleos base para se obter um lubrificante final com as características e prestações desejadas.
LIBERTAÇÃO DO AR
Faculdade que apresenta um óleo para eliminar o ar dentro do seu interior. A libertação do ar é muito importante em óleos de turbinas e, cada vez mais, em óleos hidráulicos de alta qualidade. É uma propriedade intrínseca do óleo base e não se pode corrigir com aditivos.
ANTI-DESGASTE
Aditivo que consegue diminuir o atrito entre as parte metálicas do motor.
ANTI-FERRUGEM
Aditivo que evita que o vapor de água da combustão ou da condensação atmosférica, forme ferrugem sobre as peças do motor.
ANTI-OXIDANTE
Aditivo que minimiza a degradação do óleo por oxidação.
API
API é o Instituto de Petróleo Americano. Estabelece os níveis de qualidade para os lubrificantes de motores de veículos automóveis, orientados fundamentalmente para fabricantes norte-americanos. Os níveis de qualidade identificam-se com duas letras. Os que começam por S, destinam-se a veículos a gasolina, quando começam por C, referem-se a veículos comerciais diesel. A segunda letra depois de S ou C indica o nível de qualidade, em ordem alfabética, sendo por exemplo API SJ o nível máximo de qualidade para veículos a gasolina.
BASE LUBRIFICANTE OU ÓLEO BASE
Fluído lubrificante que se obtém pela destilação do petróleo bruto ou de transformações complexas. É a matéria prima com que se fabricam os lubrificantes.
BERLINA MÉDIA
Veículos que incorporam frequentemente sistemas de multivávulas e turbo, com cilindrada compreendida entre 1.8 - 2.2 litros e potência entre 90 - 150 CV. Exemplos: Audi 80, BMW Série 3, Citroen Xantia, Ford Mondeo, Nissan Primera, Opel Calibra, Peugeot 406, Renault Laguna, Seat Toledo, Volkswagen Passat...
CIRCUITO DE LUBRIFICAÇÃO SEPARADO
Desde 1995 todos os fabricantes de Scooters, ciclo-motores e motocicletas incorporam em quase todos os seus desenhos um circuito independente para o óleo, com depósito e bomba próprios. A capacidade do depósito varia segundo o fabricante entre 1 e 1.3 litros. O óleo é aspirado de um depósito por uma bomba que o envia directamente à admissão ar / gasolina posterior ao carburador.
COR DO ÓLEO
Não é uma propriedade fundamental, nem informa sobre a qualidade de um lubrificante. Mede-se segundo uma escala descrita na norma ASTM-D-1500, e assinala números baixos a óleos claros e números altos a óleos escuros. A escala vai desde: inferior a 0.5 até 8 (dos mais claros aos mais escuros). As cores dos óleos base podem ver-se alterados pela incorporação de aditivos, pelo que a cor de um óleo terminado será determinada por essas variáveis.
COMPACTOS
Veículos com cilindrada entre 1.4 e 1.9 litros e potência entre 75-110 CV. Exemplos: Citroen ZX, Fiat Tempra, Nissan Sunny, Peugeot 306, Renault Megane, Ford Escort, Opel Astra, Volkswagen Golf, Seat Corbora...
DENSIDADE
É o peso de uma substância por unidade de volume. Não se deve confundir com a Viscosidade. Por exemplo, a água é mais densa que o óleo (pesa mais, mas é mais fluída, menos viscosa). Mede-se segunda a norma ASTM-D-4052.
ABAIXADOR DO PONTO DE FLUXÃO
Aditivo que evita a solidificação ou a dificuldade do lubrificante fluir a temperaturas extremamente baixas.
DESEMULSÃO
Mede a capacidade do óleo para se separar de um volume igual de água, depois de misturados.
LIMPEZA
A limpeza é a característica / qualidade do óleo que evita o motor fique sujo e que se formem substâncias ácidas que atacam corrosivamente os seus componentes. Podemos defini-la como a capacidade que o lubrificante tem de eliminar das superfícies metálicas do motor as impurezas e resíduos que se produzem na combustão.
DETERGENTE
Aditivo que evita que os resíduos carbonosos com origem na combustão, as lacas e os vernizes, da degradação do óleo, se fixem nas superfícies metálicas.
DISPERSÃO
É a qualidade que permite ao óleo evitar as acumulações dos resíduos insolúveis resultado da combustão, mantendo-os finamente dispersos ao longo de todo o circuito.
DISPERSANTE
Aditivo que evita que as partículas se aglutinem, formando lamas e lodos e precipitem, no próprio seio do lubrificante.
ENSAIO DE DESEMULSIBILIDADE
Mede a tendência de um óleo a formar espuma. Este ensaio, recolhido na norma ASTM-D-892, informa o comportamento de um óleo após ser agitado contaminado com o ar.
EXTREMA PRESSÃO
Propriedade que permite que duas superfícies, submetidas a cargas elevadas, não se soldem. Esta propriedade é muito importante para as engrenagens auto e industrias.
GRANE BERLINA
Veículos de altas prestações, geralmente de mais de 4 cilindros, multiválvulas, com cilindrada superior aos 2.5 litros e potência superior aos 150 CV. Exemplos: Audi 100, BMW Serie 5, Opel Omega, Peugeot 605, Renault Safrane, Volvo Serie 800, Mercedes Classe E...
GTI
Veículos a gasolina de alta gama e do tipo desportivo. Oferecem elevadas prestações em velocidade e uma maior potência específica, (todos eles com tecnologia de injecção multiponto e frequentemente equipados com turbo compressor).
ÍNDICE DE VISCOSIDADE
Este valor mede a variação da viscosidade segundo a temperatura. A norma que a descreve é a ASTM-D-2270. Os valores típicos do índice de viscosidade são 95 (para os óleos "monograduados") e de 125 a 150 (para os "multigraduados"). Quanto mais alto for o índice, menos varia a viscosidade com a temperatura.
ISO
Para além da escala SAE de viscosidade, utilizada fundamentalmente para óleos automotive (motor, caixas de velocidades, diferenciais, etc..), existe outra escala de viscosidade que se aplica para lubrificantes industriais (hidráulicos, turbinas, compressores, ferramentas pneumáticas, engrenagens industriais, transmissão de calor, isolantes, etc.). Esta escala de viscosidade é a I.S.O. (Internacional Standard Organization) e descreve nas normas DIN 51519 e ISO 3448. Esta escala mede a viscosidade em centistokes a 40ºC e define margens de tolerância dentro de cada grau ISO.
LIMPAR
Nos motores, o lubrificante mantém o motor limpo, eliminando todos os resíduos que se produzem na combustão.
LUBRIFICAÇÃO
Ciência que estuda os procedimentos para reduzir o atrito entre as superfícies metálicas em movimento relativo.
LUBRIFICAR
Reduzir o atrito entre as peças metálicas em contacto, interpondo entre elas uma película lubrificante.
MELHORADOR DO ÍNDICE DE VISCOSIDADE
Aditivo que consegue manter o óleo fluído a baixas temperaturas e suficientemente viscoso a temperaturas de regime de motor, ou seja, mantém com limitada variação a viscosidade do lubrificante a distintas temperaturas em regime de utilização.
MINERAIS
Lubrificantes fabricados com bases obtidas directamente da destilação do petróleo bruto.
MONOGRADUADO
Óleos com variação significativa de viscosidade a várias temperaturas.
MULTIGRADUADO
Óleos cuja variação de viscosidade com a temperatura é mínima. Estes óleos respondem simultaneamente às exigências de utilização de altas e baixas temperaturas e podem ser utilizadas durante todo o ano. Um óleo multigraduado é o que cumpre o grau SAE (ex: 80W90; 15W40; 10W30; etc.).
MULTIVÁLVULAS
Uma das grandes inovações na engenharia dos motores tem sido a concepção de motores multiválvulas. As prestações do motor têm vindo, consideravelmente, a melhorar para que este possa "respirar" mais e melhor. Podemos encontrar veículos com: 4 válvulas por cilindro (2 de admissão e 2 de escape por pistão):
  • 16 válvulas (motor com 4 cilindros). Exemplos: Peugeot 406 2.0 16V ST, Renault Laguna 2.0 S RXE, Ford Mondeo Ghia 2.0 16V, Citroen Xantia 2.0 16V SX, Volkswagen Golf GTI,...
  • 24 válvulas (motor com 6 cilindros). Exemplos: Alfa Romeo 164 3.0 Super V6 24 V, Citroen XM V6 24 V Exclusive...5 válvulas por cilindro (3 de admissão e 2 de escape por pistão).
  • 20 válvulas (motor 4 cilindros). Exemplos: Volkswagen Passat 90 CV TDI, Audi A4 1.8...
  • 30 válvulas (motor com 6 cilindros). Exemplos: Volkswagen Corrado V6 2.81 193CV, Audi A8 4.01...Devido à estrutura tão complicada destes sistemas multiválvulas, torna-se necessário um lubrificante de alto rendimento que assegura um perfeito equilíbrio entre fluidez e controlo de desgaste.
NORMAS ACEA
ACEA é a Associação dos Construtores Europeus de Automóveis. Estabelece os mais modernos níveis de qualidade para os lubrificantes automotive, dirigidos fundamentalmente para veículos europeus. Estes níveis de qualidade substituem os anteriores CCMC. ACEA A1, A2 e A3 para veículos ligeiros de gasolina. ACEA B1, B2, B3 e B4 para veículos ligeiros a diesel. ACEA E1, E2, E3, E4 e E5 para veículos pesados a diesel.
NORMAS API
API é o Instituto de Petróleo Americano. Estabelece os níveis de qualidade para os lubrificantes de automotive, orientados fundamentalmente para fabricantes norte-americanos. Os níveis de qualidade identificam-se com duas letras. Os que iniciam por S, referem-se a veículos a gasolina, e quando começam por C, referem-se a veículos diesel. A segunda letra depois de S ou de C indica o nível de qualidade, em ordem alfabética, sendo por exemplo API SJ o nível máximo de qualidade para motores de veículos de gasolina.
PRÉ-MISTURA
O óleo e a gasolina misturam-se utilizando o depósito da gasolina. Este sistema é típico em ciclomotores, motocicletas e scooters tradicionais (fabricados antes de 1995) e em outros motores de 2 tempos, tais como em:
  • Bombas de extracção de água.
  • Geradores de corrente eléctrica.
  • Maquinaria de Jardinagem: cortador de relva; maquinas de podar; corta-sebes, etc.
  • Motoserras.
  • Máquinas agrícolas.
  • Etc.
PROTECÇÃO CONTRA A CORROSÃO
O lubrificante protege os componentes do motor do efeito corrosivo de agentes procedentes da combustão e outros.
PONTO DE COMBUSTÃO
Quando se prolonga o ensaio do ponto de inflamação e o óleo atinge a temperatura a que os valores continuam a arder pelo menos durante 5 segundos. Está escrito na norma ASTM-D-92.
PONTO DE FLUXÃO
É a temperatura mais baixa a que um determinado óleo é capaz de se manter fluído. Logicamente, é o desejável que o ponto de fluxão de um óleo para motores seja o mais baixo possível. Está escrito na norma ASTM-D-97.
PONTO DE INFLAMAÇÃO
Indica a temperatura partir da qual o óleo aquecido à pressão atmosférica emite vapores que se inflamam pela acção de uma chama. O ensaio pode ser efectuado em vaso aberto ou fechado.
REFRIGERAR
Nos motores, o lubrificante arrefece a câmbola e os seus apoios, as paredes dos cilindros e a parte interna dos êmbolos (componentes que não são arrefecidos pelo sistema tradicional de refrigeração do motor).
ATRITO
Toda a força que se opõem ao movimento relativo a duas superfícies em contacto.
SAE
É uma escala de viscosidade seguida em todo o mundo, estabelecida pela Sociedade de Engenheiros de Automóvel, para todos os óleos automotive. Esta classificação incluí graus para motores (SAE: OW, 5W, 10W, 15W, 20W, 25W, 20, 30, 40, 50 e 60), enquanto que para as caixas manuais, diferenciais ou transmissões, incluí: SAE 70W, 75W, 80W, 85W, 90, 140, 250. Os valores da viscosidade SAE são medidos a 100º C. Se forem seguidos da letra W, indicam-nos que são medidos a temperaturas negativas. Exemplo: SAE 15W-40. O 15W indica a viscosidade a baixa temperatura. O 40 indica a viscosidade a alta temperatura (100ºC).
SELF-MIX OU MISTURADOR AUTOMÁTICO
Desde 1995 todos os fabricantes de scooters, ciclomotores e motocicletas, incorporam em quase todos os seus desenhos um circuito independente para o óleo, com depósito e bomba próprios. A capacidade do depósito varia segundo o fabricante entre 1 e 1.3 litros. O óleo É aspirado de um depósito por intermédio de uma bomba que o envia directamente para a admissão ar / gasolina posterior ao carburador.
VELAR
Nos motores, o lubrificante contribui para evitar a paragem dos gases para o cárter do óleo.
SEMI-SINTÉTICOS
Lubrificantes fabricados com misturas de bases minerais e sintéticas.
SINTÉTICOS
Lubrificantes fabricados com bases que provêm de transformações químicas complexas ou de síntese.
SISTEMA PRÉ-MISTURA
O óleo e a gasolina misturam-se no depósito da gasolina. Este sistema é típico em ciclomotores, motocicletas e scooters tradicionais (fabricados antes de 1995) e em outros motores de 2 tempos, tais como:
  • Bombas de extracção de água.
  • Geradores de corrente eléctrica.
  • Maquinaria de Jardinagem: cortador de relva; maquina de podar; corta-sebes, etc
  • Motoserras.
  • Máquinas agrícolas.
  • Etc.
STOU
Super Tractor Oil Universal. Conceito que se usa entre construtores e utilizadores de maquinas agrícolas e que se aplica aos lubrificantes multifuncionais, desenvolvidos para lubrificar os diversos sistemas de maquinas agrícolas: motor diesel (atmosféricos e turboalimentados), transmissões finais, transmissões manuais, sistemas hidráulicos, travões em banho de óleo.
T.B.N.
Abreviatura de Total Basic Number (N.º Total Básico). Expressa-se em mg KOH/g e dá-nos a capacidade do lubrificante de neutralizar os ácidos procedentes da combustão.
TDI
São os modernos veículos diesel de alta gama, turbo-alimentados de injecção directa. Oferecem acelerações vigorosas e velocidade elevada, alcançando os 200Km/h. Oferecem prestações muito similares aos seus homólogos de gasolina (em cilindrada e potência).
VEÍCULOS LIGEIROS UTILITÁRIOS
Pequenos utilitários com cilindrada até 1.4 litros e potência até 75 CV. Exemplos: Citroen AX, Fiat Punto, Nissan Micra, Peugeot 205, Renault Twingo, Seat Ibiza, Volkswagen Polo, Ford Fiesta, Opel Corsa, Peugeot 106,...
UTTO
Universal Transmission Tractor Oil. Conceito que se utiliza entre os construtores e utilitários de maquinas agrícolas, para os lubrificantes formulados para a lubrificação de: transmissões diferenciais, sistemas hidráulicos e travões em banho de óleo.
VISCOSIDADE
É a propriedade mais importante de um lubrificante. Pode-se definir como a medida de resistência do óleo ao fluir. A viscosidade varia com a temperatura, mas a variação não é a mesma para todos os óleos. Ao aumentar a temperatura diminui a viscosidade. Ao diminuir a temperatura aumenta a viscosidade. Quanto menos variar a viscosidade de um óleo com a temperatura, melhor será o seu comportamento. A viscosidade mede-se segundo a norma ASTM-D-445 e expressa-se em Centistokes a 40ºC ou a 100ºC.